14 maio, 2011

E vivam as diferenças!



Essa semana foi muito intensa e feliz para mim. Depois de 03 meses, estive em São Paulo por uma semana, encontrei amigas queridas, tivemos conversas leves, outras profundas, e muito deliciosas. Para mim é uma satisfação as conversas sobre a maternidade, a sombra da maternidade, o feminino, o novo feminino... E, no meio disso tudo, o Mamaço – real e virtual, que tomou conta da mídia, do facebook. Você pode saber mais aqui: http://www.blogmamiferas.com.br/2011/05/mamaco-na-midia.html .

Amamento em todo lugar, em qualquer hora. Acompanhando a polêmica, me chamou a atenção as pessoas que não apóiam a idéia, mas o fazem através dos comentários nas notícias de maneira chula e grosseira. Eu queria muito entender a motivação das pessoas que se incomodam com a imagem/exposição de uma mãe amamentando, e por isso, recorri a um grupo de pessoas que considero inteligentes, com argumentos para entender o outro lado.

Ontem tive uma conversa sobre isso, e, para mim foi muito gratificante. Acredito que não existe unanimidade, há muito tempo sei como é viver com escolhas diferentes da grande maioria, e, ao invés de me incomodar, eu gosto de ouvir opiniões diferentes e embasadas. A conversa aconteceu com pessoas que eu admiro e respeito, e, em que pese eu pensar diferente, o papo rolou com muito respeito. Não quero aqui falar das opiniões que ali foram expressas porque não tenho autorização de ninguém de publicá-las e violaria o que eu considero importante: respeito à individualidade. Tampouco quero aqui rebater cada uma das opiniões dadas, porque não seria aqui o local e porque não preciso expor de forma unilateral minhas discordâncias. O que eu quero falar é sobre as diferenças e a importância do debate respeitoso de idéias, algo um tanto inexistente hoje em dia.

Há um tanto de anos, talvez desde que nasci – rs, me sinto diferente do que é comum. Desde a escola, na época da faculdade, sempre fui ativista. Do que? Oras, de qualquer coisa que eu achasse importante defender, divulgar, contestar. Não é pra menos que sou advogada, de natureza contestadora... as minhas diferenças apareceram mais nos últimos anos, com o casamento. Em primeiro lugar, por conseguir com meu marido a guarda dos meus enteados – então com 8 e 11 anos e encampar a idéia de construir uma família diferente, onde a má (!)drasta é na verdade boa-drasta e uma “mãe cover”. Na época não tinha literatura sobre isso, famílias como a minha não eram tão comuns. 13 anos se passaram e esse modelo de relação – felizmente – já não é mais novidade e nem causa estranheza. Que bom mudar conceitos!

Nessa mesma época uma grande mudança: abandonar de vez a alopatia e me render a uma vida de cuidados homeopáticos, para tudo e em todos os sentidos. Foram 10 anos sem nenhum remédio que não fosse homeopático. Ok, no último ano sobrou alguns comprimidos para dor de cabeça, mas de forma consciente de que era uma supressão de sintomas com os quais eu não queria lidar. Me tornar homeopata foi alvo de muita contestação de alguns amigos, da minha família... Ora, como assim “bolinhas” para tudo? É placebo! Não funciona! Sim, para mim, minha família e meus filhos, funciona sim. Poderia citar inúmeras situações, mas não preciso aqui convencer ninguém, aceito minha escolha diferente e vivo bem com ela, obrigada!

Depois, com a maternidade, um mundo de oportunidades novas se abriu na minha vida e me deixou ainda mais diferente da grande maioria da sociedade: parto em casa, amamentação em livre demanda, trabalhar com a filha, amamentar no fórum, carregar bebê no sling, cama compartilhada, empoderamento do feminino, educação alternativa, escola sem paredes, colocar minha filha em escola sem provas e avaliações, escola sem carteiras, escola onde aqui se brinca, ONG de amamentação, ONG de Parto Humanizado, ONG de cinema para mães com bebês, defesa em processos judiciais pelo direito da relação homoafetiva, da mudança de registro civil, alimentação orgânica, terapia junguiana, educação domiciliar, filmes que fazem pensar, livros alternativos, músicas eruditas, escolha detalhada do que meus filhos vão assistir na TV, locais escolhidos a dedo para eles frequentarem... uia! Tanta coisa diferente!

E, nessa forma diferente de viver, encontrei minha essência ao bancar minhas escolhas. De me aceitar como sou. De viver polêmica, mas sem alardear a polêmica. No princípio, eu defendia tudo com unhas e dentes, com voracidade como se precisasse que o mundo vivesse como eu, porque para ser diferente é preciso estar muito bem embasado, com argumentos para debates e respostas prontas para as suas escolhas. Também porque não bastava que eu fosse diferente, eu queria que o mundo fosse como eu. Talvez quisesse companhia das pessoas para não ser só nas minhas diferenças! Claro que, sempre que perguntam, exponho o meu ponto de vista, baseado nas minhas evidências e nas que eu conheço. Mas a minha bandeira, hasteio na minha vida e não precisa ser mais de outra forma!

Hoje, encontro satisfação nas minhas escolhas, sem mais precisar “brigar” para que pensem como eu. E dá sim uma tremenda satisfação quando vejo pipocar na mídia algo que “estranhamente” fazia anos atrás e era tão polêmico, e que hoje já está mais normal.

A Gisele Bunchen teve parto domiciliar.

Adriane Galisteu casou levando seu bebê num sling.

Outras tantas famosas tiveram parto humanizado.

Na contigo aparecem as famosas com seus bebês em slings.

Cláudia Leite usou bomba para extrair LM e continuar amamentando seu filho exclusivamente.

Cinematerna está no Brasil inteiro e saiu até na Caras.

Homeopatia já faz parte do atendimento no SUS.

Alimentos orgânicos são facilmente encontrados nas prateleiras de supermercado.

O grupo “Palavra cantada” é um tremendo sucesso e seus shows são lotados.

Arnaldo Antunes e até o Pato Fu lançaram Cds com músicas inteligentes para crianças.

Erotismo infantil e consumismo na TV começam a ser debatidos.

Parteira é profissão!

Educação democrática faz parte do currículo global.

Carl Jung virou referência.

Educação domiciliar é projeto de lei.

Registrar parto domiciliar é normal e não precisa mais de processo.

União homoafetiva agora é lei!

Ufa, já não sou mais tão diferente e meu mundo agora é mais normal.

E viva as diferenças! E os debates inteligentes.

11 abril, 2011

Se eu não conseguir demonstrar...

Hoje ouvi pela primeira vez uma música do Nando Reis – Pra você guardei o amor, num lindo vídeo de parto da querida Rosana Oshiro (http://youtu.be/VaXVceQhdCo ). Eu parecia um espelho diante da poesia do Nando... Achei as palavras que eu queria dizer, a expressão para o que eu sinto. Fica aqui a poesia... E caso eu não tenha conseguido demonstrar antes, fica registrado o sentimento...
Pra você guardei o amor Que nunca soube dar

O amor que tive E vi sem me deixar Sentir Sem conseguir Provar Sem entregar E repartir.

Pra você guardei O amor que sempre Quis mostrar

O amor Que vive Em mim Vem visitar Sorrir Vem colorir Solar Vem esquentar E permitir.

Quem acolher O que ele Tem e traz

Quem entender O que ele diz No giz do gesto

O jeito, pronto Do piscar dos cílios Que o convite Do silêncio Exibe Em cada olhar.

Guardei Sem ter porque Nem por razão Ou coisa outra Qualquer.

Além De não saber Como fazer Prá ter Um jeito Meu De me mostrar.

Achei Vendo em você E explicação, nenhuma Isso requer.

Se o coração Bater forte E arder No fogo O gelo Vai queimar.

Pra você Guardei O amor Que aprendi Vendo os meus pais

O amor Que tive E recebi

E hoje posso dar Livre e feliz

Céu cheiro e ar Na cor o que Arco iris Risca ao levitar.

Vou nascer De novo Lápis Edificio Tevere Ponte

Desenhar No seu quadril

Meus lábios Beijam Signos Feito Sinos

Trilho A infância Teço o berço Do seu lar.

Guardei sem ter porque Nem por razão Ou coisa Outra qualquer

Além de não Saber como fazer Prá ter um jeito Meu de me mostrar

Achei Vendo em você E explicação, nehuma Isso requer

Se o coração bater forte e arder No fogo o gelo vai queimar.

15 fevereiro, 2011

Bom dia, boa tarde e boa noite!




Como prometido às minhas amigas queridas, mando notícias do mundo de cá. Correria da mudança, arrumação de caixas, adaptação da vida nova... embora com bagunça e cansaço, tem sido muito bom estar nessa nova vida! A casa vazia me fez ver como meu menino engatinha, se desenvolveu velozmente, e adora a vida, ri para as formigas, acha tudo novo, curioso... Uma semana sem TV a cabo me mostrou como é bom olhar a lua, as estrelas, passear pela rua, ver a Sofia correr livre e solta sem maiores temores. Uma semana sem internet me fez ter saudade do mundo virtual, do contato com as amigas queridas que estavam tão perto pelo twitter e facebook, mas me levou a conhecer os vizinhos, conversar sem olhar no relógio, sem ter que interromper para atender ao telefone. Uma semana sem empregada me fez perceber o quanto tenho uma pessoa firme e valorosa na minha vida, uma mulher que vi menina e que me escolheu no coração e eu a escolhi para trilharmos o caminho de mãe e filha, de amigas, daquelas que estão no seu lado segurando a mão para o que der e vier. Uma semana sem telefone e alguns dias sem ver o marido me fez ter saudade e saber o quanto é bom ter um amor, sentir o coração bater forte no peito quando está na hora dele chegar, as pernas ficarem bambas como um adolescente quando se houve perto o barulho do carro, e correr para beijá-lo sentindo-se inteira e forte naquele abraço.


Bom, a vida aqui é muito legal, pelo menos por enquanto. Moro num condomínio de casas onde não se tem portão, tem bastante verde, muitas pessoas com cachorros mas não tem sujeira na rua, latidos irritantes de noite. Para dormir, um silêncio e uma brisa. Os moradores daqui, em sua maioria, são tremendamente simpáticos, dão bom dia, boa tarde e boa noite. As crianças correm soltas na rua, andam de bicicletas sem medo de serem atropeladas, caminhar de noite é quase um exercício irresistível. Uma churrasqueira em casa torna inevitável fazer churrasco (já foram 03, rs), o clube aqui dentro a um quarteirão e meio de casa nos leva a passar uma tarde na piscina, ver a menina sorrir e ainda fazer bolo de chocolate e pão de queijo para o lanche. Sim, eu cozinho sim... E agora tenho vontade. Além disso, ajudo no almoço, arrumo a casa, passo roupas. Parecem férias. Ué, mas eu não vim a trabalho? Sim, ainda trabalho! Nossa, onde estava meu pique todo? O que me faltava para ter ânimo e disposição para tanto fazer? Faltava leveza, impressão de vida feliz, faltava um pouco de "comercial de margarina" na minha vida. Meu marido, desconfiado e prevenido, diz que essa vida parece o "Show de Truman"...


De qualquer forma, sorrio daqui desejando: Bom dia, boa tarde e boa noite!

06 fevereiro, 2011

Só pra lembrar de como a vida deve ser...



Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação

Osvaldo Montenegro - http://youtu.be/Hf0epARAFJ8

29 janeiro, 2011

Obrigada, minhas amigas por tanto amor!



Às vezes eu reclamo demais da vida. E felizmente, em alguns momentos me dou conta do quanto pouco tenho para me queixar... Hoje uma amiga amada e querida fez para mim um post de despedida, de boa sorte, de saudade, de alegria e de tristeza. Ela publicou no blog dela, daqueles que eu leio todo dia e que já lia admirada antes de fazer parte da lista de amigos dessa mulher linda... textos que tantas vezes diziam de mim, e que uma vez conseguiu traduzir o mais profundo que eu queria falar num momento crucial e importante (utilizado com a devida autorização e fonte, claro!). Nossa, como eu queria ser amiga dela. Eu vibrava cada vez que aquela mulher respondia um scrap meu no Orkut, comentava um comentário, sorria quando me encontrava. E hoje ela escreveu e publicou um lindo post pra mim (http://bichosoltoblog.wordpress.com/2011/01/28/mande-noticias-do-mundo-de-la/ ). Não tenho do que me queixar. Construí nos últimos anos uma lista de lindas amigas. Aliás, eu não posso dizer que a vida não me trouxe amigos, seria injusto com a natureza. Partilho de bons amigos ao longo da minha vida, amigas com quem vivi ainda menina e que hoje nossas filhas brincam e se conhecem, amizade mantida e cultivada mesmo com mais de 15 anos de distância e quase 1.500 kilômetros, cultivadas através de longas cartas quando ainda não existia a mensagem instantânea e o telefone era coisa de poucos; amigas de cursinho que ainda hoje nos falamos e que nossas filhas brincam, amigos amados da época da faculdade, padrinhos do meu casamento que, apesar dos poucos encontros físicos, sei que estão aí para o que der e vier sempre (assim como estou pra eles), amigos de trabalhos antigos, amigos do trabalho novo, amiga que vira sócia, amigos que viram irmãos...

Hoje eu preciso falar dessas amizades cultivadas na minha vida nos últimos anos. Algumas pessoas não acreditam na relação virtual. Eu acredito. Faço parte de um grupo de mulheres que se encontrou na internet para falar do parto normal, do direito de um nascimento digno e humanizado, de como amamentar. E esse grupo se tornou íntimo. E falavam de gestar, parir, amamentar. E um dia quiseram falar de seus relacionamentos tb, e do que era difícil nele. E, para não falar de problemas com quem esperava a alegria de um filho, foram para um espaço virtual mais reservado. E ali falaram de tudo! Falaram de seus desejos, de seus anseios, de seus medos, de seus sonhos, de seus traumas, de voar, de fincar o pé no chão, de se prender, de se libertar... E o espaço virtual se tornou tão pequeno que essas mulheres precisaram se encontrar, e quando se encontraram já eram amigas. E os laços se fortaleceram. E essas mulheres se deram as mãos segurando umas às outras, ajudaram financeiramente quando algumas precisaram, mas ajudaram todos os dias, sem preconceitos, todas aquelas que pediram socorro. E abraçaram todas aquelas que se sentiam só. E voaram com aquelas que alçaram vôo. E se deprimiram quando uma se deprimia, para se solidarizar e levantar junto. E caíram quando uma caiu, só para ficar de pé ao seu lado. E cresceram, todas elas. E hoje fazem parte da vida uma da outra.

Às vezes umas ou outras não conseguem escrever sempre, mas estão ali. Às vezes umas ou outras não podem ir aos encontros, mas estão presentes na alma. Encontros regados de vontade de abraçar o que conhece através da tela do computador, com crianças correndo pela casa, pelo parque. Com boa comiida para nutrir o corpo enquanto os sorrisos e abraços nutrem a alma de amor, encontros que mostram o quanto a vida é boa, é cheia de vida, é vida e vida.

Essas mulheres me acompanharam nos últimos anos, desde o nascimento da Sofia quando nasceu em mim uma nova mulher. Quando pude despertar a minha alma. Essas mulheres conheceram minhas entranhas, minhas estranhas dúvidas, minhas fraquezas, minhas fortalezas. Partilharam meus tombos e meu sucesso. Me afagaram concordando e discordando. E hoje tenho grandes amigas.

Em 1987 me mudei de cidade, de Barra do Garças para São Paulo, uma despedida doída, triste. Mas meus amigos permanecem comigo até hoje, 24 anos depois, e nos falamos por Orkut, por telefone, pessoalmente... Agora a vida me brindou com novos vôos. Estou me mudando depois de tantos anos aprendendo a amar São Paulo, as pessoas daqui, toda essa urbanidade quente e acolhedora. Vou em razão do trabalho arriscar novos ares, novo mundo. Paulínia é pertinho daqui, amigas lindas e queridas me esperam lá e em Barão Geraldo para mais uma etapa de mim, mas amigos também ficam aqui. E hoje eu sinto alegria por ir, e tristeza por deixar esse lugar.

Então, minha querida amiga Rê, eu sei que você está aqui. Sei que minhas amigas da lista também continuam aqui. E com vocês eu conto da mesma forma de sempre, sabendo que posso vir correr quando o mundo ficar difícil para tornar o gigante um pequeno, venho correr até vocês para chorar de tristeza, para chorar de alegria. Para dividir o medo, para dividir o sucesso. Porque, amigos de verdade, como bem disse minha querida, dividem tudo, e estão sempre um do lado do outro. E eu também estarei lá. Para vocês conhecerem minha casa, meu novo mundo, e para nos encontrarmos com as crias, a boa comida, o sorriso, a roda de violão. E, quando a saudade apertar que a gente não agüentar no coração, temos o facebook, o skype, os e-mails que disfarçam o abraço apertado que não é possível dar com 105km de distância.

Minha amiga, obrigada pelo carinho, obrigada pelo amor. Minhas amigas queridas, obrigada por estarem ao meu lado, obrigada por caminharem comigo, e por fazerem o meu mundo um lugar muito bom a se viver. Mandarei notícias do mundo de lá sempre, e, como vocês estão no meu coração, saibam que estarão comigo lá e eu aqui com vocês. Porque amizade sincera não acaba, ela floresce e multiplica...

Amo vocês! Um beijo no coração.

Ana K

07 setembro, 2009

Músicas para pensar na vida...


Tem épocas da minha vida que eu hiberno para pensar. Não quero sair, e fico às vezes uma madrugada toda (depois que todos foram dormir) jogando paciência e ouvindo música.

Eu aproveito para, com o embalo da música, viajar, pensar, repensar, lembrar de momentos vividos, jogar pensando em estratégia e flexibilidade... Assim vou buscando a solução, e olho para outros caminhos.

São quase 01h da manhã do feriado, e escolhi uma seleção de músicas italianas que eu gosto.

Hoje eu ouvi uma da Laura Pausini, um pouco a calhar...


Seamisai

Non dire no, che ti conosco e lo so cosa pensi

No dirmi no

È giá da un po'

Che no ti sento parlare d'amore

Usare il tempo al futuro per noie non serve ripetere ancora che tu me vuoi

Perché ora non c'é quel tuo sorriso el mattino per me

Perché non mi dai più niente di te

Se ami sai quando tutto finisce
Se ami sai come un brivido triste

Come in un filme dalle scene già viste

Che se ne vá, oh no!

Sai sempre quando una storia si è chiusa e non si può più inventare una scusa

Se ami prendi le mie mani

Perché prima di domani

Finirà

E non si può chiudere gli occhi e far finta de niente

Come fai tu quando rest con me

E non trovi il coraggio di dirmi che cosa c'è

Sarà dentro di me come una notte d'inverno perchè

Sarà da oggi in poi senza di te

Se ami sai quando tutto finisce

Se ami sai come un brivido triste

Come in un filme dalle scene già viste

Che se ne va, oh no!

Sai bene quando inizia il dolore e arriva la fine più una storia d'amore

Ma se ami prendi le mie mani

Perchè prima di domani

Te ne andrai, non sarai

Qui con me.





21 agosto, 2009

Um novo tempo, como diria Ivan Lins...


No novo tempo, apesar dos castigos

Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos

Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos

Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta

Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver

Pra que nossa esperança seja mais que a vingança

Seja sempre um caminho que se deixa de herança

No novo tempo, apesar dos castigos

De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga

Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos

De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados

Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver

Pra que nossa esperança seja mais que a vingança

Seja sempre um caminho que se deixa de herança

No novo tempo, apesar dos castigos

Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas

Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos

A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça

Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver

Pra que nossa esperança seja mais que a vingança

Seja sempre um caminho que se deixa de herança
A foto foi tirada em Panorama, onde mora meu pai, em julho de 2009.

04 agosto, 2009

HOJE A SOFIA FAZ 03 ANOS!




Filha...
Eu não dormi direito essa noite, pequena. Não estava com insônia, tampouco fazendo um prazo. Eu estava acordada porque fiquei me lembrando do dia que você nasceu, do trabalho de parto, de cada momento inesquecível que foi a madrugada do dia 04/08/2006.


Filha, eu fui um dos instrumentos que te permitiu vir à luz, mas posso assegurar que VOCÊ fez todo o trabalho para nascer, com sua determinação que lhe é peculiar e natural. Quando eu achei que o parto ia começar, você já estava vindo ao mundo. O pouco tempo que sobrou foi para recitar a poesia escolhida por mim e pelo seu pai, e lá estava você, forte, valente, vindo ao mundo na cama onde fora gerada, na companhia de seus queridos irmãos Marina e Maurício, e acompanhada pelos anjos com nome de parteira e médica, a Vilma e a Adeli.


E o que eu aprendi nesses seus três anos de vida? Que se ali nasceu uma criança, que ajudei a trazer ao mundo e dar à luz, mas, naquele dia, filha, nascia também uma mulher e uma espécie da qual eu não sonhava ser.


Contigo, aprendi o quanto posso ser mulher e a fortaleza que é o leite que jorrou dos meus seios e te nutriu por 02 anos, 8 meses e 16 dias!




Contigo aprendi que algumas coisas na vida são tão superficiais, e que importa mesmo é brincar na terra com as panelinhas, ou com as vasilhas da cozinha, ou contando histórias para conhecer o mundo mágico... Aprendi que importa é o olhar, a disposição de amor, a certeza do caminho partilhado lado a lado...


Contigo, Sofia, aprendi que dividir a cama é maravilhoso, e melhor ainda é apostar no crescimento de uma pessoa no seu tempo, respeitando as etapas do aprendizado até o dia em que você escolheu dormir sozinha no seu quarto, porque sabia que eu estava ali. E, com isso, eu aprendi como é fundamental estar ali, disposta a caminhar a seu lado.


Contigo, aprendi a entender o milagre que é o corpo humano, que faz suas febres para crescer, que responde aos estímulos, e que tem o enorme poder de se curar.


Contigo, filha, aprendi o significado do seu nome, Sofia, Sabedoria, e o quanto me faltava do saber na vida e que imensamente tenho agregado aos meus dias nesses últimos três anos.


Filha, obrigada por ter vindo ao mundo e me ensinar a descobrir quem eu sou. A mostrar a mulher eu me tornei, e como eu posso, dia a dia, ser uma pessoa melhor. A deixar meu mundo colorido, os problemas pequenos, e o caminho prazeroso de trilhar.


Hoje o aniversário é seu, MAS QUEM GANHOU O MAIOR PRESENTE NA VIDA FUI EU: A SABEDORIA DE UM NOVO MUNDO, A ALEGRIA DE PARTILHAR A VIDA AO SEU LADO. EU AMO VOCÊ, SOFIA!


“Raiou, resplandeceu, iluminou


Na barra do dia o canto do galo ecoou


A flor se abriuA gota de orvalho brilhou


Quando a manhã surgiu


Dos dedos de nosso senhor
A paz amanheceu sobre o país


E o povo até pensou que já era feliz


Mas foi porque pra tudo mundo pareceu


Que o Menino Deus nasceu...”

15 fevereiro, 2008

Lindas meninas...


Amo essas meninas...

  • Ambas aprendendo a caminhar: uma para a vida; outra os primeiros passos...


  • Ambas aprendendo a falar: uma os seus desejos; outra apenas as palavras...


  • Ambas aprendendo a brigar: uma pelo seu ponto de vista; outra pelo instinto...


  • Ambas aprendendo a gritar: uma para o mundo ouví-la; outra para descobrir a altura do som...


  • Ambas aprendendo a beijar: uma o seu namorado, beijos de amor e paixão...; outra o seu pai, mãe e irmãos, beijos de amor só...


  • Ambas aprendendo a chorar: uma de emoção, decepção, alegria e tristeza, necessidade de deixar aflorar os sentimentos; outra porque conhece essa forma de expressão;


  • Ambas aprendendo o não: uma porque precisa aprender a responsabilidade; outra para conhecer os limites...


  • Ambas aprendendo a gargalhar: uma das coisas da vida; outra para a vida...


  • Ambas aprendendo a cair: uma para amadurecer; outra para conhecer o chão...


  • Ambas aprendendo a levantar: uma para aprender o valor das derrotas; outra para sentir a firmeza das pernas...


  • Ambas aprendendo a amar: uma para se tornar mulher; outra para se tornar criança...


  • Ambas aprendendo a vida: uma para se entregar à vida; outra porque a vida chegou...


EU AMO ESSAS MENINAS...

TÃO DIFERENTES, TÃO IGUAIS...

MARINA E SOFIA

SOFIA E MARINA

SABEDORIA

ALEGRIA

VIDA

11 fevereiro, 2008

RECEBI UM POEMA...


Tá muito legal ficar sem fumar.

Descobri que eu perdia 3,5h/dia com o cigarro. Por isso que agora consigo caminhar, fazer exercícios, brincar mais com a Sofia, produzir mais e ser mais feliz. Que bom, muito bom!!

Tenho bastante coisa para postar, mas vou colocar um poema que recebi do meu marido, João Ricardo sobre a minha decisão de parar de fumar.

Eu amo esse cara.

Muito obrigada, Amor, por você em minha vida!




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E tudo é assim
E tudo é milagre

Amar voce é fácil, difícil seria ser seu inimigo
Que sorte estar do seu lado

Voce é forte
Voce é a Ana ( cheia de graça )

Voce, mas voce mesmo
Nunca fumou
Nunca ficou bebada
Nunca se sujou

Sua alma é limpa
Voce é um cordeiro de Deus
Que tira os pecados do mundo

Bendito seja seu nome
Entre as mulheres

Obrigado por querer ficar mais
Mais agradável do que voce já é
Mais cheirosa do que voce já é
Mais atenta a voce
A nossos filhos
E a mim

Te AMO

PARABÉNS